Adeus democracia burguesa! By by Constituição!

11/05/2016 18:50

Por *Albetisa Moreira. Hoje, 11 de maio é um dos dias mais fatídicos da história republicana brasileira. Podemos comparar a data a momentos traumáticos, como o golpe militar de primeiro de abril de 1964. Alguns dizem que foi em 31 de março, momento do qual não fui testemunha.

Podemos também lembrar da data da decretação do Ato Institucional número 5, de dezembro de 1968, ano em que nasci e também só conheci estudando a história deste país. De minha vivência, comparo a data de hoje ao dia 25 de abril de 1984, dia da derrota da emenda das Diretas Já. Porém, naquele ano, apesar da emenda Dante de Oliveira não passar, sentíamos que se abria um tempo novo, onde a ditadura militar dava seus últimos suspiros. 

Hoje sendo oposição ou situação não se tem nada a comemorar. A tal democracia tão propalada, decantada e exaltada por liberais, que arrotam os valores democráticos para tentar desqualificar e atacar as experiências socialistas, está sendo literalmente jogada na lata do lixo para se obter de forma ilegítima o governo que não conseguiram nas urnas. 

O que importa é usurpar o poder, nem que para isto se rasgue a constituição, que o legislativo e o judiciário juraram defender e que consagra que "todo poder emana do povo". Pura balela. A burguesia e a direita não cumprem e nem respeitam as leis. Eles fazem e utilizam as leis, conforme suas conveniências e jogo de interesses e só isto importa.

Eles inviabilizam um país, sua economia, entravam o legislativo, criam e superdimensionam a crise, sem nenhum pudor ou constrangimento. Os acontecimentos de hoje e todo este processo mostram a hipocrisia e a falácia do regime burguês e de suas instituições.Estado democrático de direitos e cidadania viraram letra morta. Só resta à população a desobediência, o protesto, a ruptura com a ordem golpista.

Poder executivo, legislativo e Judiciário perderam qualquer legitimidade, assim como os acessórios OAB golpista e Promotores partidarizados. E também não adianta recorrer ao papa, à ONU ou ao capeta. A saída está na mobilização popular pelas ruas e não pelas instituições falidas e golpistas. Só levantes populares, a desobediência ao golpismo pode restaurar minimamente os direitos mínimos da população.

*Albetisa Moreira é professora da Educação Básica

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