Consignado: Deputado denuncia nova medida que endivida ainda mais os trabalhadores

15/07/2016 08:33

Da Redação

Segundo dados de janeiro deste ano da Serasa Experian, há cerca de 60 milhões de endividados no Brasil. Isto é o resultado da política econômica recessiva aplicada os últimos anos, do desemprego e das altas taxas de juros cobradas por bancos em transações financeiras com os trabalhadores.

No entanto, "a Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (12.07) a Medida Provisória 719/16, que permite aos trabalhadores da iniciativa privada oferecerem aos bancos, como garantia do empréstimo consignado em folha, parte dos recursos de sua conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da multa rescisória". Ou seja, mais uma facilidade para o trabalhador se endividar ainda mais e para crescer os lucros dos bancos.  A matéria será enviada ao Senado.

O líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), diz que "a medida vem atender, na verdade, a necessidade dos bancos, não dos trabalhadores. Os bancos querem também 10% das contas do FGTS e até 100% das multas rescisórias, o que é fantástico, absurdo", denuncia. O golpista Temer e seus aliados, no entanto, dizem que novos empréstimos e endividamentos 'facilitarão' a vida do povo.

Regulamentação

Para a norma da MP surtir efeito, o Conselho Curador do FGTS precisa definir o número máximo de parcelas e a taxa mínima mensal de juros a ser cobrada pelas instituições nas operações de crédito consignado.

Já a Caixa Econômica Federal, operadora do FGTS, precisa definir os procedimentos operacionais necessários ao cumprimento da nova regra.

Com informações da Agência Brasil

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