Dona de casa e matemático enviam a Temer documento sobre como cortar gastos do governo e ainda aumentar as verbas da saúde e educação

06/11/2016 09:40

 Foto: Agência Brasil

Da Redação | Em meio ao retumbante fracasso da política econômica do governo Temer, a dona de casa Cecília Cavalcante e o matemático  Aluisio Almeida decidiram enviar uma carta aberta ao presidente com alguns ensinamentos sobre como cortar gastos e ainda aumentar as verbas da saúde e educação, bem ao contrário do que propõe a PEC 241 (55, no Senado).

Ela é paraibana, tem 59 anos e concluiu somente o ensino médio em administração de empresas na antiga Escola Técnica Federal da capital de seu Estado. Ele tem apenas 23 anos e é professor concursado da rede municipal de João Pessoa-PB.

"Nada de PEC 241! Queremos mostrar ao Temer que é possível fazer importantes cortes de gastos nos três poderes sem no entanto mexer com as verbas da educação e saúde, que devem é crescer e não diminuir", diz dona Cecília. "Nossa receita é simples, como veremos nos gráficos do Orçamento da União mais abaixo", afirma o professor. (Ver quadro bem didático e explicativo no final da matéria).

O primeiro conselho da dona de casa é no sentido de limitar por vinte anos os salários do alto escalão do Executivo, Legislativo e Judiciário ao salário mínimo do DIEESE, que é o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos. 

"O DIEESE calcula o valor mensal do mínimo pelo mesmo índice do custo de vida real e pelo que diz a Contituição de 1988 em relação a um salário mínimo digno para os brasileiros", explica dona Cecília. Pelo valor de setembro último, o mínimo do DIEESE deveria ter sido R$ 4.013,08.

"Ora, se os políticos dizem que salário mínimo de R$ 880,00 já está bom, imagine esse "grandão" de mais de R$ 4.000,00! Será que não ia dar para eles sobreviverem com suas famílias? Claro que dá", opina a dona de casa.

Dona Cecília diz também que considera um absurdo um país em crise gastar mais de um bilhão de reais por ano apenas com a Câmara dos Deputados. "O conselho que dou ao presidente é que ele passe uma tesoura nisso e mande apenas R$ 50 milhões, que já é dinheiro demais, tendo em vista que são apenas 513 parlamentares", diz. 

Ela opina ainda que cortes progressivos a partir de 50% devem ser feitos também nos orçamentos do Senado, Tribunais de Justiça, ministérios, casas legislativas e palácios de governos em todo o país. 

"Na minha casa eu já expliquei para minhas filhas que não podemos ter mordomias com nada e fizemos cortes de várias despesas. Por que o Temer não faz o mesmo em relação aos grandalhões de todo o Brasil?", indaga.

Para equilibrar as contas do país e fazer investimentos massivos em saúde, educação e outros setores sociais, o professor Aluisio reelaborou o modelo de proposta do Orçamento da União que vem sendo executado e demonstra nos gráficos abaixo. 

"Observem que ao invés de destinar em média mais de 46% do orçamento apenas para a agiotagem da dívida pública, tal como se fez nos últimos anos, nós propomos cancelar essa dívida e auditá-la para que se saiba para quem de fato tanto dinheiro público está indo. E o dinheiro dos agiotas redistribuimos para o setor social, sobretudo saúde e educação", pondera o matemático.

Veja:

"Esperamos que o presidente pelo menos se disponha a analisar os nossos conselhos", concluem a dona de casa e o professor.

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