Folha: Temer anuncia cortes drásticos na Educação pública e professores serão muito prejudicados

16/06/2016 13:33

De 2008 para cá, as despesas definidas na legislação como manutenção e desenvolvimento do ensino aumentaram 117% acima da inflação - e no ano passado (2015) superaram em 28% o mínimo hoje obrigatório pela Constituição, equivalente a 18% da receita dos impostos. Pelas novas regras Temer, a meta é abolir investimentos e fazer gastos nessa área baseados somente na inflação do ano anterior. Já é consenso dentro do Planalto que o piso nacional do magistério não poderá ter mais qualquer ganho real

Da Redação | Imagem: Agência Brasil

Segundo matéria da Folha de São Paulo (16.06), o golpista Michel Temer (PMDB) anunciou ontem (15.06) proposta de cortar drasticamente as verbas da Educação pública.  A meta do peemedebista é abolir investimentos e fazer gastos nessa área baseados somente na inflação do ano anterior. De todos os setores, Educação e Saúde são os mais afetados negativamente pela política recessiva do ilegítimo atual governo.

Caso Temer não seja posto para fora do Planalto e essa sua política vigore, as perdas de recursos na Educação serão no mínimo alarmantes. A própria Folha, uma das apoiadoras do golpe, diz que "Para a educação, a regra significará a interrupção de um processo de crescimento acelerado do gasto nos últimos anos, especialmente na gestão da presidente afastada, Dilma Rousseff".

O jornalão destaca também que "De 2008 para cá, por exemplo, as despesas definidas na legislação como manutenção e desenvolvimento do ensino aumentaram 117% acima da inflação - e no ano passado superaram em 28% o mínimo hoje obrigatório pela Constituição, equivalente a 18% da receita dos impostos".

Medida de Temer, embora atinja a educação básica e superior, na prática tenderá a se converter em uma piora mais acentuada das escolas públicas municipais e estaduais em todo o país. E, como sempre, os professores e demais educadores serão os mais atingidos. Quanto a isso, já é consenso dentro do governo que o piso nacional do magistério não poderá ter mais qualquer ganho real acima da inflação oficial do ano anterior.

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