Servidores dos estados podem ficar sem 13º salário e Temer diz a governadores que a saída é aplicar logo a PEC 241 (55) no funcionalismo

10/11/2016 10:16

 Imagem: Agência Brasil

Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul encabeçam a lista dos estados que têm cobrado auxílio do governo federal para fechar o ano e pagar benefício a servidores. No Norte e Nordeste, praticamente todos os governadores se dizem com as mãos na cabeça

Com informações de: congressoemfoco.uol.com.br

Da Redação | Governadores de praticamente todos os estados pedem socorro ao Planalto para pagar o 13º salário do funcionalismo e recebem como resposta um sonoro não da equipe econômica do governo Temer. "Não há condições de socorro. A saída é a implementação de ajustes fiscais para reequilibrar as contas públicas", dizem.

Por 'ajustes fiscais' entenda-se calote no 13º dos servidores ou, no mínimo, parcelamento deste. E isto seguido de uma política crescente de mais arrocho salarial, tal como propõe a PEC 241 (55, no Senado) para os próximos vinte anos. 

É como se Temer e seus auxiliares dissessem aos aliados nos estados: "Com o congelamento, os salários ficarão tão achatados que no futuro todos poderão pagar sem recorrer à União".

Segundo o Globo, "Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte encabeçam a lista dos estados que têm cobrado auxílio do governo federal para fechar o ano e pagar benefício a servidores". "Outras unidades da federação, como Minas Gerais e Distrito Federal, também enfrentam dificuldade e tiveram de atrasar ou parcelar salário nos últimos meses".

No Norte e Nordeste, praticamente todos os governadores se dizem com as mãos na cabeça. Segundo Rafael Fonteles, secretário de Fazenda do Estado do Piauí, a queda no FPE (Fundo de Participação dos Estados) é um dos principais motivos que podem levar a atrasos de salários de servidores em todo o país. "Em julho, tivemos queda nominal de 11%. Há estados em situação de calamidade", diz em entrevista à TV Cidade Verde, afiliada do SBT.

Para Graça Melo, professora estadual de Pernambuco, essa história de crise é só um pretexto para atrasar os salários dos servidores efetivos que cumprem diariamente com suas obrigações. "Duvido que vá atrasar 13º de governadores, deputados e burocratas que vivem enfurnados em luxuosos gabinetes", diz.

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