Macri impõe nova ditadura na Argentina para tentar conter manifestações de trabalhadores e estudantes

26/02/2016 15:37

Da Redação

Maurício Macri, presidente da Argentina, enfrenta desde que assumiu recentemente o governo desse país uma série de protestos de rua contra políticas adotadas por seu governo. As "Plazas del Pueblo", como são chamadas as manifestações, rechaçam projetos tais como, por exemplo, 400% de aumento da energia elétrica, demissão de servidores públicos, arrocho salarial, cortes na educação e saúde públicas, controle da mídia etc.

Preocupado com a reação popular, Macri editou um pacote cautelar de medidas que visa conter a revolta das massas, inclusive de muitos que votaram enganados no neo ditador argentino.

“O governo do presidente Mauricio Macri não quer que, durante os próximos quatro anos, as ruas sigam sendo um lugar diário e permanente de problemas”, afirmou a ministra da Segurança do país, Patricia Bullrich, ao apresentar, na semana passada, o “Protocolo de atuação nas manifestações públicas” – um manual com dezenas de medidas que limitam a atuação dos manifestantes, da imprensa e abrem espaço para a repressão policial.

Tal protocolo diz que toda e qualquer manifestação deverá ser submetida à aprovação da polícia, com trajeto, número esperado de participantes e tempo estimado de passeata. Caso algum trajeto ou horário seja desrespeitado, os manifestantes serão reprimidos. “Pediremos que se retirem pacificamente. Se não saírem entre cinco e dez minutos, os ‘sacamos'”, disse a ministra.

Além da limitar o direito de livre manifestação, o manual restringe o trabalho da imprensa. Uma das medidas proíbe os jornalistas de cobrirem as manifestações fora das áreas delimitadas pela polícia. “As restrições podem significar um possível condicionamento e um enfoque direcionado das coberturas jornalísticas de protestos”, alertou, em comunicado, o Foro de Jornalismo Argentino (Fopea).

Outra preocupação com relação ao protocolo está na omissão, nas recomendações, daquelas que dizem respeito ao uso de armas de fogo pela polícia. “Essas omissões contrariam uma medida fundamental adotada logo após os piores episódios de repressão da democracia, em que forças de segurança causaram dezenas de mortes”, afirmou, também em comunicado, o Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS) da Argentina.

Confira o Protocolo abaixo:

Com informações de: www.revistaforum.com.br

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