Mais alunos por turma e jornada maior para os professores ajuda a combater déficit de educadores no país, diz MEC

21/09/2016 15:08

 Mendonça Filho, ministro da EducaçãoImagem: Agência Brasil

Por Fábio Assunção, Brasília | Segundo o Tribunal de Contas da União, o Brasil tem um déficit de 32,7 mil professores apenas no Ensino Médio. Falta de educadores atinge todas as áreas. Dados são de julho de 2015.

Segundo ainda matéria do globo.com, de fevereiro de 2015, milhares de docentes abandonam a profissão e buscam outro ramo de trabalho. Número neste caso chega a 150 mil e atinge toda a educação básica pública.

Com tanta carência, técnicos do MEC dizem que a saída de imediato é aumentar o número de alunos por turma e elevar também a jornada dos professores em sala de aula. 

Pela Lei do Piso (11.738/2008), docentes têm que cumprir no máximo 2/3 em interação direta com os alunos. O 1/3 restante fica para atividades fora da sala de aula, como por exemplo elaborar e corrigir provas etc.

Proposta do governo Temer é mudar esse percentual e destinar no máximo 1/4 da jornada semanal para atividades sem a participação direta com os alunos. Ou seja, MEC quer que professores fiquem mais tempo em sala de aula. 

Uma das idealizadores dessa proposta é Cláudia Costin, diretora do Banco Mundial. Ela exerce forte influência no atual governo.

Quanto ao número de alunos por turma, especialistas do MEC afirmam que há muitos professores que trabalham com um alunado muito baixo. E opinam que ideia é aumentar ao máximo o número de discentes por turma. 

Os técnicos do governo estão a propor, enfim, mais sacrifícios aos educadores do país. Com mais aulas para cumprir e mais alunos para educar, que estímulos os docentes terão para continuar no magistério? Em aumento de salários o governo não fala.

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