Pec 241: Governo diz que é preciso enxugar penduricalhos salariais nas redes públicas de saúde de todo o país

07/10/2016 19:07

"Enxugar" penduricalhos salariais significa na pratica cortar ou reduzir eventuais vantagens que os servidores possam ter além do salário-base, como produtividade, auxílio-refeição, auxílio-transporte ou outras. Médicos, pessoal da enfermagem, nutricionistas e demais funcionalismo dos hospitais públicos serão afetados

Por Fábio Assunção, Brasília | Com a edição da chamada "Pec do teto" (241), que corta gastos principalmente com saúde e educação por vinte anos, técnicos do Ministério da Saúde alertam prefeitos e governadores que é preciso "enxugar" penduricalhos salariais nas redes públicas de estados e municípios de todo o país. Contenção de gastos também atingirá a rede hospitalar mantida pela União.

Na prática, segundo auxiliares do próprio Ministro Ricardo Barros, "enxugar" 'penduricalhos' salariais significa cortar ou reduzir eventuais vantagens que os servidores possam ter além do salário-base, como produtividade, auxílio-refeição, auxílio-transporte ou outras. Médicos, pessoal da enfermagem, nutricionistas e demais funcionalismo dos hospitais públicos serão afetados. 

"Na área da saúde, a prioridade nessa atual etapa do país são os pacientes", tem dito o próprio presidente Michel Temer para sua equipe econômica.

Na verdade, a política de impor cortes de gastos com o sacrifício dos servidores da saúde advém do fato de a PEC 241 limitar despesas constitucionais nessa pasta a no máximo o percentual oficial da inflação do ano anterior. Nos governos Lula e Dilma, ainda que de forma tímida, foram feitos investimentos no setor além das taxas inflacionárias oficiais do governo. Com a 241, os recursos diminuirão, por isso o governo Temer quer apertar estados e municípios.

O receio da equipe econômica do governo e que com a diminuição das verbas, hospitais públicos fiquem ainda mais deficitários. Pode faltar dinheiro até para a compra de produtos de higiene ou outros utensílios médicos necessários ao dia-a-dia básico de uma casa de saúde. "Por isso é preciso enxugar onde houver excessos", dizem técnicos governamentais.

O presidente Temer, pelo que tem anunciado, afirma que "espera contar com a compreensão do valoroso pessoal da saúde pública de todo o país".

Segundo matéria da Folha de S. Paulo (6), no próximo domingo (9) Temer ofertará um fausto banquete para 400 (quatrocentos) deputados da base governista no Palácio da Alvorada. O presidente quer convencer os parlamentares a aprovarem a tal PEC 241 logo em primeiro turno da sessão na Câmara. Pelo que se vê, para a comilança com dinheiro público a equipe econômica do governo não prevê contenção de despesas. 

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