Veja defende privatizar educação e ataca piso nacional dos professores

31/07/2016 08:20

Por Sâmia Torres, São Paulo | O sr. Cláudio de Moura Castro, da Veja, escreveu um longo artigo nesse semanário (27.07) onde ataca de maneira vil a remuneração e a organização dos professores da educação básica no país. O objetivo sujo desse adepto do golpismo é tentar desmoralizar a escola pública para vender a ideia da privatização do setor. A curto prazo, quer a extinção do piso nacional do magistério.

Segundo esse sr. Castro afirma, os professores brasileiros já possuem "salários competitivos", quando analisados por hora de trabalho, inclusive em relação à média internacional. Uma balela, pois dados recentes extraídos da Pnad-IBGE revelam que a remuneração média do magistério com formação em nível superior no Brasil equivale à metade da dos demais profissionais com mesmo nível de escolaridade.

Por outro lado, diagnóstico da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), denominado Education at a Glance 2014, mostrou que o Brasil possui o penúltimo salário em comparação a 38 países. O estudo ainda apontou que o Brasil tem também a maior relação de estudantes por sala de aula (29 na média), e a maior jornada efetiva de trabalho de professores em sala de aula (19 horas semanais, em média). Ou seja, os fatos comprovam que esse sr. Castro não passa de um mentiroso.

O articulista, contudo, diz que o Estado despende muitos recursos para os salários do magistério onde a “produtividade é baixa”. Ou seja, para a Veja e seu articulista os professores das redes públicas podem até sofrer regressão salarial, já que "o Estado gasta dinheiro demais com eles e eles pouco produzem".

As opiniões do sr. Castro só são levadas a sério pela própria revista que as publica e por meia dúzia de leitores iludidos com a ideia de privatização da escola pública brasileira. É preciso considerar, no entanto, que tais pontos de vista refletem o plano macabro de Temer e dos demais golpistas para o país. Assim, caso os educadores não se mobilizem, mais arrocho pode vir pela frente.

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