Reajustes do piso dos professores da era PT somaram 86,59% e desequilibraram estados e municípios, dizem técnicos do governo

31/10/2016 06:29

Da Redação | De 2010 a 2016, os reajustes do piso nacional dos professores somaram 86,59%. Neste mesmo período, a inflação oficial do país chegou a 48,47%. Ou seja, em relação à taxa inflacionária, o piso do magistério foi superior 38,12%. 

Para técnicos da equipe econômica do governo Temer, tais reajustes da chamada "Era PT" ajudaram a desequilibrar contas de estados e municípios, o que justificaria a edição da PEC 241, que limita gastos públicos à inflação oficial do ano anterior. O piso dos professores foi aprovado em 2008, no segundo mandato de Lula.

“Com a aprovação da proposta que equilibra as contas públicas, vamos superar este momento e recolocar o Brasil no caminho da justiça social com desenvolvimento de verdade”, declarou o ministro Henrique Meirelles, Fazenda, em cadeia nacional de rádio e TV.

Em outras palavras, o ministro quis dizer que Lula e Dilma foram muito "bonzinhos" com os professores e que agora, para que haja "desenvolvimento de verdade", é preciso arrochar ainda mais os já apertados ganhos do pessoal do magistério público.

Embora regido por uma lei federal, o piso dos professores não chegou a ser cumprido por todos os estados e municípios. Vários gestores entraram com uma Adin ainda em 2008 para torná-lo inconstitucional. 

A senadora Ideli Salvati, PT-SC, denunciou os governadores que atacaram a lei do piso: Yeda Crusius (PSDB-RS), que encabeçou a lista; Cid Gomes (PSB-CE), e os peemedebistas André Puccinelli (MS), Roberto Requião (PR) e Luiz Henrique (SC).

Além destes, Ideli Ideli Salvatti acusou também outros cinco governadores que, "apesar de não terem tido a coragem de assinar a Adin, ficaram insuflando os seus colegas a entrarem na Justiça contra os professores". 

De acordo com Ideli, são eles: José Roberto Arruda (DF), do DEM; Aécio Neves (MG), José Serra (SP) e Anchieta Júnior (RR), todos do PSDB, além de Marcelo Miranda (TO), do PMDB.

Com a edição da PEC 241, prefeitos e governadores têm agora mais uma poderosa arma para usar contra o piso do magistério. Resta aos professores se organizarem para combater mais arrocho que vem por aí.

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