Se anistiou estados, Temer deverá perdoar também dívidas dos cidadãos, diz economista

21/06/2016 09:07

Segundo o economista Ferdinando F Burlamaque, Especialista em Finanças Públicas, se Temer anistiou os estados, deveria também anistiar os milhões de brasileiros que estão endividados em bancos públicos, bem como ainda em relação a tarifas básicas de habitação, água, luz e telefone

Da Redação

Embora tenha alardeado que a presidenta Dilma Rousseff (PT) deixou o país quebrado, o governo golpista Michel Temer (PMDB) acaba de anistiar dívidas que os estados têm com a União. Governos estarão livres dessas obrigações por seis meses, e após esse prazo seus débitos serão parcelados. 

Na prática, isto significa que bilhões de reais devem deixar de entrar nos cofres do governo federal sem que, supõe-se, haja comprometimento das atividades do governo interino. Apenas uma parcela dessas dívidas referente ao governo do Rio Grande do Sul, por exemplo, chega a R$ 280 milhões, segundo o G1. 

De acordo com o economista Ferdinando F Burlamaque, Especialista em Finanças Públicas, Temer deveria também estender esse benefício aos milhões de brasileiros que estão endividados em bancos públicos, bem como ainda em relação a tarifas básicas de habitação, água, luz e telefone. É o mínimo que deveria fazer para ser coerente com a política de dar uma folguinha a governadores.

O economista lembra que boa parte dessas dívidas agora anistiadas pelo governo interino é resultado de empréstimos contraídos há décadas pelos estados para fins de execução de óbras públicas, muitas das quais superfaturadas e investigadas em escândalos de corrupçção. "Ora, se Temer pode ser bonzinho com coisas desse tipo, por que também não pode ser mais maleável com as dívidas da população, criadas por questões de sobrevivência?", concluiu o Dr. Ferdinando.

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