Secretário terá que devolver em dobro descontos feitos nos contracheques dos servidores

29/06/2016 09:36

 Imagem: You Tube

Da Redação

O secretário Franzé Silva, responsável pela pasta da Administração do governo Wellington Dias (PT), terá que devolver em dobro os descontos indevidos feitos nos contracheques dos servidores estaduais do Piauí. Ação neste sentido está sendo impetrada pelo Sinte-Pi e Sindojus-Pi.

Entenda o caso

Nos contracheques deste mês de junho, os servidores do executivo estadual se depararam com um inesperado e abusivo desconto em favor de uma tal Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB. Os do judiciário já tinham sido vítimas desse mesmo tipo de desconto no mês anterior. 

Tal saque milionário, no caso do poder executivo, foi estranhamente autorizado pelo Sr. Franzé Silva, sem que qualquer publicidade antecipada fosse feita para pelo menos alertar o funcionalismo.

A medida está totalmente viciada, suspeita e, por isso, as representações sindicais estão solicitando na Justiça a devolução em dobro do dinheiro confiscado. Segundo Maércio Maia, dirigente do Sindojus-Pi, há vários erros gravíssimos nessa transação. 

Maia explica em primeiro lugar que embora a tal CSPB tenha algum amparo legal, o governo foi no mínimo precipitado ao autorizar um desconto para uma entidade que sequer os servidores sabiam da existência. "Por que o governo não é tão célere assim quando se trata de cumprir leis em favor do funcionalismo, como por exemplo no caso do piso nacional dos professores?", questiona a liderança sindical.

O dirigente esclarece ainda que a ação é de 2009, e os cálculos para os descontos foram com base nos proventos de 2016. Ou seja, o saque no bolso dos servidores foi superfaturado. "Será que o competentíssimo doutor Franzé não percebeu essa irregularidade?", ironiza a servidora Helenita Ramos, de Teresina.

Os erros não param por aí. Maércio Maia esclarece também que a tal CSPB não tem autorização legal para representar militares e, mais uma vez de forma estranha, o pessoal da PM também entrou no bolo dos descontos. "Por quê?", indaga a esposa de um sargento.

Por fim, há ainda o caso dos servidores que sofreram o tal desconto quando sequer eram funcionários em 2009, ano de início da ação. Com a palavra o Sr. Franzé Silva.

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