Tesouro Nacional sugere arrochar servidores porque mais de 50% dos estados podem atrasar pagamentos do funcionalismo

21/10/2016 06:29

 Imagem: Agência Brasil

"São Paulo, Paraíba, Rio Grande Norte e Piauí estão entre os estados que devem encontrar dificuldades para pagar funcionalismo. Outros dez gastaram demais e agora também devem arrochar servidores"

Por Camilla Passos, Brasília | Estudo divulgado na quinta (20) pelo governo Temer, através do Tesouro Nacional, aponta que das 27 unidades da federação, somente 14 ganharam nota A ou B quando o assunto é capacidade de pagamento. Em outras palavras, o Tesouro alerta que mais de 50% dos estados podem atrasar pagamentos do funcionalismo.

"Controlar aumentos salariais para os servidores e mudar para pior a previdência destes" estão entre as saídas apontada pela equipe econômica do governo para debelar a crise. Ou seja, propõem mais arrocho aos trabalhadores públicos.

Segundo interpretação da Folha de S. Paulo (21), a partir dos dados do Tesouro, os principais vilões de estados e municípios, quando o assunto é quebradeira, são as aposentadorias e pensões do funcionalismo. 

Diz a Folha que, "descontada a inflação, o aumento real das despesas com servidores públicos inativos entre 2014 e 2015 foi de 28,41% no caso dos Estados e do Distrito Federal, e de 12,1% para os municípios".

Na verdade, a Folha e toda a chamada "grande" mídia publicam diariamente uma serie de notícias para tentar convencer o povo de que a crise do país é por conta de gastos públicos, em particular com pagamento de servidores ativos e inativos, concursados ou não. 

Com isso, junto com o governo Temer, querem empurrar goela abaixo da população a tal PEC 241 e a reforma da previdência, que têm como um de seus objetivos cortar gastos da União, estados e municípios, onde o funcionalismo público será um dos mais prejudicados. 

O que muitos não sabem, contudo, é que a própria Folha e outros veículos de grande porte recebem milhões do governo federal para difundirem tais políticas. Para isso, aliás, não há crise e os cofres públicos estão sempre abarrotados de dinheiro.

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